Tabaco: da plantação ao cigarro
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O tabaco tem raízes na América, mas aquando da descoberta do novo continente, os europeus exploraram esta planta para a difundir no mundo inteiro. Um olhar sobre a história do tabaco e a sua grande popularidade.
A América: um continente fértil para o tabaco
O tabaco cresce em abundância no continente do outro lado do Atlântico, que conta não menos de uma sessentena de espécies diferentes. É utilizado pelos Maias desde o século V, depois pelos autóctones.
No norte do continente, o tabaco é fumado em espécies de cachimbos de argila, de mármore ou de pinças de caranguejo. No sul, é antes enrolado em folhas de milho ou de palmeira. O tabaco está muito enraizado nos ritos religiosos junto dos índios do norte e do sul, mas é também utilizado como inseticida, adubo e moeda de troca.
A descoberta do tabaco por Cristóvão Colombo
Ao desembarcarem nas Bahamas, depois em Cuba, os colonos da tripulação de Cristóvão Colombo descobriram as folhas de tabaco. Ao regressar à Europa, o navegador promove o tabaco como planta medicinal. Em França, o tabaco tomará diversos nomes antes de ser baptizado «erva da Rainha» depois de Catarina de Médicis ter conseguido tratar as enxaquecas do seu filho Francisco II graças ao tabaco.
Só no final do século XVI o termo tabaco aparece pela primeira vez designando então esta «planta medicinal».
A controvérsia do tabaco
Enquanto se estende no mundo inteiro criando então um negócio bastante lucrativo, em França, Richelieu institui um imposto sobre a venda do tabaco. O papa Urbano VIII interdita-o pura e simplesmente, enquanto Colbert encoraja o seu consumo nomeadamente porque comercializa a sua própria produção. Porá aliás em vigor um Privilégio de fabrico e de venda em 1674. Em 1719 o cultivo do tabaco é interdito em França sob pena de morte, pois já só é reservado à Companhia das Índias Ocidentais.

O cigarro tal como ainda se fuma hoje apareceu nos anos 1700, mas rapidamente os efeitos nocivos são identificados. No entanto, o consumo de tabaco em França multiplica-se por dez entre 1926 e 1991.
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